Saturday, August 25, 2007

Que Salvei o Mundo

Salvar o mundo.
Coisa para os fortes, ou para os fracos?
Ontem eu salvei mais uma vez o mundo.
Meu super-poder é a ignorância de laboratório
E um sorriso constrangido que diz “tudo está bem.”
Não quero mais salvar o mundo.
Queria ser salvo, desta vez queria ser salvo
E não mais chorar sorrindo.

Quem sabe o que é salvar a tudo, menos a si próprio?
Annie Lennox sabe:

I Saved The World Today
Monday finds you like a bomb
That's been left ticking there too long
You're bleeding
Some days there's nothing left to learn
From the point of no return
You're leaving


Hey hey I saved the world today
Everybody's happy now
The bad things gone awayAnd everybody's happy now
The good thing's here to stay
Please let it stay


There's a million mouths to feed
And I've got everything i need
I'm breathing
And there's a hurting thing inside
But I've got everything to hide
I'm grieving

Hey hey I saved the world today
Everybody's happy now
The bad things gone away
And everybody's happy now
The good thing's here to stay
Please let it stay



Eu: 3,0 (outra guerra silenciosa comigo mesmo – mas mundo salvo)
Mundo: 10 (acabou de ser salvo, portanto está novo).

Monday, August 13, 2007

Da Tristeza Involuntária (juro que não queria assim...)

Não nego a felicidade, mas não posso evitar a tristeza. Tudo é acúmulo e minhas costas pendem pra baixo. Queria não ser assim, pesado. Tenho um amor que merece a leveza das borboletas e dos sorrisos que as crianças exalam de graça. Queria dar isto a ele, ao passo que respiro. Por isso choro.
Temo cansar o mundo e o meu amor com todo este peso.
Por isso choro.

Disse Vinícius de Moraes - acho que ele chorou também.

Dialética


É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...


Eu – 5,0 (por que choro e estou triste)
Mundo –
8,0 (Parte curada de mim)

Friday, August 10, 2007

Pungente

Dia de correria, de espera e de solidão.
Cansaço por dentro e por fora, parece que horas morreram dentro de mim.
Hoje não suporto nem a gota que transborda o copo
que está vazio.


Grita Fábio Furtado:

Não há acordo com os mortos:
da túnica inconsútil restaram apenas os alinhavos,
da romã, um gosto amargo,
na cristaleira, um copo lascado,
acionando a dissolução de terrinas e taças, de bibelôs e baixelas.
Não há memória para a primeira dor.
Sem notas hoje.
Estou um saco.