Faz muito tempo que não escrevo aqui. Acho que é de 2011 minha última postagem. Não sei porque abandonei um espaço tão meu, que por muito tempo serviu pra que eu decantasse meus fenômemos pessoais. Hoje, dia 08 de maio de 2013 - quase dois anos depois da última postagem, ainda vivo todos os dilemas do passado. Isso me faz pensar que dilemas pessoais sempre vão existir, eles não têm muito a ver com experiência. Talvez assim eu queira acreditar que não sou um idiota parado no tempo. Por falar em tempo, sou aquele mesmo cara de 2011, se olhar de pertinho - querendo amar, ser amado e escolher alguém pra descansar à sombra. Mas também um cara que vive muito bem sozinho, obrigado. Me sinto em meio às feras, ao egoísmo e à futilidade súbita. Mas tipo, também sou assim em partes de minha vida, e esses ecos de individualismo selvagem não passam de sonhos que insistem em ser realizados. As pessoas querem ser felizes, querem escolher com quem serão felizes, e quem é que vai condenar? Eu também quero escolher, e viver essa escolha, portanto ninguém é mau de verdade, somos na verdade meio tristes. De vez em quando me deparo com um apaixonado - aquele que se apaixonou sem muito pestanejar - e como eles brilham, os apaixonados! São lindos em sua dança desconexa. Eu gosto de ficar perto dos apaixonados, não corro. Eles me dão esperança em vez de inveja. Quando vejo alguém amar genuinamente e ser correspondido sem truques ou guerras, eu desejo ser aquela pessoa, como alguém de deseja ser uma estrela no céu ou outra coisa impossível. De vez em quando acho um amor tranquilo e me sinto tão pequeno. Talvez pela falta de fé no amor, talvez pela sofreguidão que me agarro às vezes à solidão. Em contrapartida, vivo a sonhar com este amor, como ele vai chegar e me arrebatar pra sempre, e ficarei contemplando sua eficácia em me fazer amante pensando "porra, porque demorou tanto...". Se eu tivesse paciência. Se eu não me entregasse à postura de vítima. Se eu buscasse ser feliz com outras coisas que não começassem por dois. Se, se, se. Este mês está me chutando. ele começou com algumas decepções, com prejuízos financeiros, com traumas. Mas ele vai acabar e essa fase também. Eu sou meio forte. Achava que era mais, mas oque sou agora já dá pro gasto. Acredito que quando as coisas ruins passam, a gente fica mais esperto, calejado. Tenho aprendido que sou eu que mereço atenção, mereço análise de mim mesmo. O resto se mostra com o tempo. Vamos lá que 2013 está quase na metade. E eu que abandonei este espaço por tanto tempo, vou utilizá-lo com mais frequência. Sou um leitor que adora ler minhas próprias histórias. E qeu interessante era minha vida, já que eu a fazia tão melancólica... Ainda bem que estamos em 2013 e quem escreve agora não é o mesmo que escreveu em 2010, 2011, 2008. E amanhã quando ler isso, já serei outro. Ponto pra essa estrada, que quanto mais a gente caminha, deixamos mais da gente pra trás do que a própria paisagem que se vai. Eu comecei essse texto dizendo que sou o mesmo cara de 2011. Mentira, sou muitos outros que ainda virão.
Agora Só Falta Você - Rita Lee
Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você
E em tudo que eu faço
Existe um porquê
Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber
E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu
No ar que eu respiro
Eu sinto prazer
De ser quem eu sou
De estar onde estou
Agora só falta você
Eu:8,0 (buscando respostas, e quem procura acha)
Mundo: 5,0 (muito mau humorado por meu gosto)
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