Monday, January 07, 2008

Do Dia Que Não Deixei a Tristeza Vingar

Parece até uma historinha:

Estava triste pra caralho...
O ano começou, muita coisa pra fazer, tanto caminho que não sei onde vai dar...
Super travado ainda, parece que é 1875, ou qualquer coisa do século passado!
E ainda outra noite estranha e cheia de seqüelas...
(putz...)
Daí pensei, sem muito refletir, e sem querer dar recado pra ninguém:
Posso até ficar triste, mas passa.
E fiquei tranqüilo (acho que isso e ser zen...)
Amo o meu amor até quando eu puder e o resto, que seja.

Sem preço é viver assim, como canta Mário Quintana, sem pensar no relógio.
Feliz é quem canta com ele.

Feliz Ano Novo, e não pensem nos relógios.

AH! OS RELÓGIOS

Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...





Eu: 9,0 (Me forçando a não forçar)
Mundo 10,0 (Lindo e não cabe, inteiro, em minhas mãos. Então seguro onde dá pra segurar)


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