Da leveza, talhada pelo cotidiano, mais leve.
Leve, até na apreensão e no medo, de leve.
Leveza na criação, no aperto do abraço, e leve.
(...)Eu, o ser passante, amargo e, leve?
Hoje ensina Cecília - leve.
Leveza
Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.
E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra,
ouvindo-se deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.
Cecília Meireles

Eu: 6,0 (Queria estar mais leve... mas não consigo)
Mundo: 6.0 (Pesado até um instante atrás... mas um dia também será leve...)
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